sábado, 27 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010
Dias que passam nublados
Em que penso nos tempos que tivemos
Pensamentos entretando mercados
Daqueles anos unicos que vivemos

A amizade que construía palavras
Numa canção que pairava no ar
Surgia como um passaro sem asas
Que com o pensamento conseguia voar

As garrafas que viravamos no tempo
Que criavam coisas estranhas e sem nexo
Sentimentos ancorados no vento
Entendiamos realmente o complexo

Poesia criada na corda do violão
Versos que com a corda vibravam
Notas que vinham do coração
Mas que no nascer do dia cessavam

Tempos modernos que surgem
Sem no entanto se tratar da modernidade
Tempos aqueles que ainda rugem
Nos momentos de reflexão e serenidade

O desencontro é uma coisa curiosa
Torna estranhos tanto um amigo como um irmão
Mas reconheço a serenidade da prosa
E aprecio a minhoquinha na canção

Lembra que o tempo passa depressa
Garda o luto num baú bem trancado
Vira-te só para o que interessa
E nao te esqueças que a desilusão.. é um sentimento..
... que fica sempre marcado.

Aprendi muito contigo..

Aprende um pouco comigo também.

As portas estão sempre abertas!

Abraço.

domingo, 6 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009
as vezes que vou abaixo
levanto-me e ponho-me de pé
as vezes que estou em baixo
eu subo com a maré

as vezes que estou em cima
mantenho-me numa constante
as vezes que sonho alto
eu perco-me por um instante

as vezes que estou forte
mantenho uma barreira
ss vezes que estou fraco
escondo-me numa trincheira

as vezes que vou a luta
nao admito nunca perder
as vezes que perco a disputa
com classe procuro o fazer

as vezes que discuto
quero ter sempre razão
as vezes que escuto
tiro sempre alguma lição

as vezes que grito alto
é para o munto todo ouvir
as vezes que dou um salto
arrisco sempre cair

as vezes que penso demasiado
nunca chego a uma conclusao
as vezes que estou errado
passo a agir com precaução

as vezes que escrevo
faço-o com dedicação
as vezes que nao escrevo
nao o faço por alguma razão

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Down

terça-feira, 4 de agosto de 2009
desanimado, cansado
dorido e estranho por dentro
sem saber o significado
deste entranho sentimento
ao tentar perceber
nota-se que foi de repente
nao consigo compreender
é algo que só se sente
mas talvez seja em vao
talvez interprete mal
o que me diz o coração
difere muito do racional
escondido entre palavras
no fundo transparecem medo
passeiam nas linhas vagas
revelando o meu segredo
transparente.. nao é?
para o que estaria escondido
mas por vezes ha que mostrar e até
perceber se será esquecido
ja faltam palavras
por vezes isso acontece
quando as ideias nao estao clraras
forma esta duvida que me aborrece

entristece..

terça-feira, 23 de junho de 2009

QMD

terça-feira, 23 de junho de 2009
quem me dera que o tempo parasse
que tudo ficasse como está agora
quem me dera que nada mudasse
que nunca ninguém fosse embora

quem me dera que tudo o que vivi
ficasse guardado num grande arquivo
que pudesse sentir tudo o que senti
que revivesse tudo o que não revivo

quem me dera que fosse tudo bonito
viver ao meu belo e bom prazer
apanhar ondas que vêm do infinito
fazer tudo o que me apetece fazer

quem me dera que o tempo parasse...

quem me dera que o relógio não andasse...

quem me dera que nada mudasse...

quem me dera que o dia não acabasse...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Puto

sexta-feira, 19 de junho de 2009
sou um puto!
e quem me dera nunca deixar de ser
pois é aprender a viver que me torna culto
e a sabedoria adquirida que me da poder
não me importo em ser um chavalo
pois a juventude é a coisa mais bela
não quero perder este intervalo
e pinto cada momento numa tela
pois o que vivemos sim tem louvor
mesmo que só vejamos isso um dia
cada tarde tem um especial valor
cada sorriso que demonstra alegria
vivo nas ondas da vida
que nunca, mas nunca estão direitas
aproveito cada subida e descida
nunca espero pela onda perfeita
arriscar é que cria emoção
perder faz parte do jogo
e as dores do coração
ignoro e começo de novo

com um sorriso de puto...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Tantas vezes que fiz para que a vida mudasse..
Tantas vezes que quis que a chuva não me molhasse..

Minhoquinha

Uma pequena minhoca castanha
Que vivia na terra salgada
Possuía uma estranha façanha
E uma toca que não tinha nada

No seu deserto escuro e vazio
Escavava sem nada encontrar
Entretanto num tempo tardio
Sua vida já estava a acabar

Surge um chato pequeno e arrogante
Que andava sempre a rondar
A seu nome, sapo saltitante
Que se achava um belo exemplar

Perguntou a pequena minhoca
O que ela ali tanto fazia
Porque nunca saía da toca
Escavava de noite e de dia

A minhoca hesitou por um instante
E por fim resolveu responder
Disse que trabalhava bastante
Para o equilíbrio da terra manter

O sapo na sua ignorância
Disse a sorrir com maldade:
Mas tu achas que tens importância?
Acreditas que isso seja verdade?

A minhoca sorridente e sincera
Abanou-se como quem diz que sim
E disse que também não estava a espera
Que reconhecessem o seu esforço sem fim

Pois no fundo o que ela fazia
Mantinha tudo a andar
E aquilo que os outros diziam
Nunca a iriam incomodar

Que quem dera as outras criaturas
Serem como a minhoca é
Sorrir quando lhe rebentam as costuras
Sobrepor criticas e manter-se "de pé"

Guardo a minhoquinha na mente
Com a sua personalidade completa
Tudo o que eu sinto ela sente
E certifica-se de que nada me afecta