terça-feira, 23 de junho de 2009

QMD

terça-feira, 23 de junho de 2009
quem me dera que o tempo parasse
que tudo ficasse como está agora
quem me dera que nada mudasse
que nunca ninguém fosse embora

quem me dera que tudo o que vivi
ficasse guardado num grande arquivo
que pudesse sentir tudo o que senti
que revivesse tudo o que não revivo

quem me dera que fosse tudo bonito
viver ao meu belo e bom prazer
apanhar ondas que vêm do infinito
fazer tudo o que me apetece fazer

quem me dera que o tempo parasse...

quem me dera que o relógio não andasse...

quem me dera que nada mudasse...

quem me dera que o dia não acabasse...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Puto

sexta-feira, 19 de junho de 2009
sou um puto!
e quem me dera nunca deixar de ser
pois é aprender a viver que me torna culto
e a sabedoria adquirida que me da poder
não me importo em ser um chavalo
pois a juventude é a coisa mais bela
não quero perder este intervalo
e pinto cada momento numa tela
pois o que vivemos sim tem louvor
mesmo que só vejamos isso um dia
cada tarde tem um especial valor
cada sorriso que demonstra alegria
vivo nas ondas da vida
que nunca, mas nunca estão direitas
aproveito cada subida e descida
nunca espero pela onda perfeita
arriscar é que cria emoção
perder faz parte do jogo
e as dores do coração
ignoro e começo de novo

com um sorriso de puto...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Tantas vezes que fiz para que a vida mudasse..
Tantas vezes que quis que a chuva não me molhasse..

Minhoquinha

Uma pequena minhoca castanha
Que vivia na terra salgada
Possuía uma estranha façanha
E uma toca que não tinha nada

No seu deserto escuro e vazio
Escavava sem nada encontrar
Entretanto num tempo tardio
Sua vida já estava a acabar

Surge um chato pequeno e arrogante
Que andava sempre a rondar
A seu nome, sapo saltitante
Que se achava um belo exemplar

Perguntou a pequena minhoca
O que ela ali tanto fazia
Porque nunca saía da toca
Escavava de noite e de dia

A minhoca hesitou por um instante
E por fim resolveu responder
Disse que trabalhava bastante
Para o equilíbrio da terra manter

O sapo na sua ignorância
Disse a sorrir com maldade:
Mas tu achas que tens importância?
Acreditas que isso seja verdade?

A minhoca sorridente e sincera
Abanou-se como quem diz que sim
E disse que também não estava a espera
Que reconhecessem o seu esforço sem fim

Pois no fundo o que ela fazia
Mantinha tudo a andar
E aquilo que os outros diziam
Nunca a iriam incomodar

Que quem dera as outras criaturas
Serem como a minhoca é
Sorrir quando lhe rebentam as costuras
Sobrepor criticas e manter-se "de pé"

Guardo a minhoquinha na mente
Com a sua personalidade completa
Tudo o que eu sinto ela sente
E certifica-se de que nada me afecta

sábado, 13 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009
faça chuva ou faça sol
sabes que podes contar
acendo a luz do meu farol
quando tiveres perdido no mar

esteja eu onde estiver
precises de ajuda ou companhia
venho sempre a correr
seja noite ou seja dia

não me importo cm a distancia
o medo passo a desconhecer
porque dou mais importância
ao que te possa acontecer

porque sabes que é assim
essa irmandade única e sincera
sei que também es assim para mim
nunca me deixas a tua espera

sempre presentes, mesmo nao estando
reduzimos milhas a pensamentos
sempre que possível nos encontramos
para partilhar esses momentos

para poucos ja escrevi
porque poucos tem tal importância
mas pelo muito que contigo vivi
parece que partilhamos uma infância