Uma pequena minhoca castanha
Que vivia na terra salgada
Possuía uma estranha façanha
E uma toca que não tinha nada
No seu deserto escuro e vazio
Escavava sem nada encontrar
Entretanto num tempo tardio
Sua vida já estava a acabar
Surge um chato pequeno e arrogante
Que andava sempre a rondar
A seu nome, sapo saltitante
Que se achava um belo exemplar
Perguntou a pequena minhoca
O que ela ali tanto fazia
Porque nunca saía da toca
Escavava de noite e de dia
A minhoca hesitou por um instante
E por fim resolveu responder
Disse que trabalhava bastante
Para o equilíbrio da terra manter
O sapo na sua ignorância
Disse a sorrir com maldade:
Mas tu achas que tens importância?
Acreditas que isso seja verdade?
A minhoca sorridente e sincera
Abanou-se como quem diz que sim
E disse que também não estava a espera
Que reconhecessem o seu esforço sem fim
Pois no fundo o que ela fazia
Mantinha tudo a andar
E aquilo que os outros diziam
Nunca a iriam incomodar
Que quem dera as outras criaturas
Serem como a minhoca é
Sorrir quando lhe rebentam as costuras
Sobrepor criticas e manter-se "de pé"
Guardo a minhoquinha na mente
Com a sua personalidade completa
Tudo o que eu sinto ela sente
E certifica-se de que nada me afecta
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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