terça-feira, 28 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009
Repartido entre os meus


nas pontas de um mastro em ouro
eu atei uma bandeira dourada
para assinalar que ali estava um tesouro
que enriqueceria quem não tivesse nada

mas temendo pelos mais fracos
criei obstáculos nas trilhas
alçapões que dariam a buracos
pus ambição dentro de armadilhas

de modo a que os maus que la iam
o tesouro não pudessem encontrar
pois sabia o que eles fariam
se no tesouro voltassem a tocar

tesouro que já pertenceu a ignorância
mas que o descaso os levou a perder
na miséria só viam ganancia
na fartura reinava o poder

poder esse que sempre acaba um dia
e que do tesouro nos faz precisar
mas eu sei o que um deles faria
e no tesouro iriam pisar

portanto eu deixo ao critério
de cada um a personagem a escolher
mas há sempre um pequeno mistério
que a falsa face não irá resolver

a primeira aposta que se encontra
está ao alcance de qualquer alma
pois o vento nem sempre está contra
e a maré por vezes está calma

quando a maré sobe tudo vem ao de cima
tempestades entretanto se formam
e a sua fúria mostra um tenebroso clima
onde os contrários ditos se transformam

nesta historia pequena e metafórica
nem tudo é o que parece
se a lês com uma mente eufórica
não percebes no que nela acontece

sábado, 25 de abril de 2009

Leia-se Título

sábado, 25 de abril de 2009
um dia irei conseguir
ser aquilo que ambiciono
terei de ser infeliz
para alcançar o que tenciono
opções de vida,
cada uma tem a sua
com a alma corrompida
na verdade nua e crua
alcançar cada degrau
como a sociedade assim o chama
ou ser apenas um marginal
e viver afundado num drama
muito critico, muito observo
as vezes intuitivo,
sem visão, mas nunca cego
com um pouco de iniciativa e construtivo
um pouco idealista demais
mas ideias não me faltam
e quando sou individualista é porque sou capaz
podem pensar que sou apenas mais um rapaz
mas aqui muito escondo de mim
julgo por tolos os que olham de cima
os que me analisam sem olharem para mim
idealizam e riem-se da ignorância própria
generalizam e gostam de ser assim
mas a cada um leis próprias se aplicam
que se rejam pelas que lhes convém
eu rejo-me pelas que me ficam
e visto as que me ficam bem

Booze

sábado, 18 de abril de 2009

Boooozee

sábado, 18 de abril de 2009
Bebe, Bebe


Bebe para esquecer
Beber para festejar
Bebe apenas por querer
Bebe para animar
Bebe sem cautela
Bebe sem precaução
Bebe para além dos limites
Bebe até caíres ao chão
Bebe por um amor
Bebe por uma paixão
Bebe por algo de valor
Bebe aquando de uma desilusão
Bebe cerveja, bebe licor
Bebe whisky, bebe caipirinha
Bebe coisas com alto teor
Bebe chachaça e uma vodkazinha
Bebe muito, bebe pouco
Bebe só e acompanhado
Bebe até ficares rouco
Bebe a conduzir sem seres apanhado
Bebe a tomar banho
Bebe a comer
Bebe a dormir
Bebe a f**der
Bebe como se tudo acabasse
Bebe como se tudo fosse ao ar
Bebe como se nada restasse
Bebe até a bebida acabar
Bebe do teu, bebe do vizinho
Bebe a fumar charuto
Bebe do melhor vinho
Bebe golden com absinto
Bebe baileys com tirruana
Bebe leite condensado e tinto
Bebe pisang ambom de banana
Bebe pela vida
Bebe por ti
Bebe na avenida
Bebe por aí

Bebe

Bebe

Bebe

Mas não te mates!

BOOZE

sexta-feira, 17 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009
Num dia cinzento e baço
Resolvi colorir o mundo
Pintei de branco o espaço
Pintei de azul o céu imundo
Pintei as plantas de verde
Já que quase não as via
Pintei de roxo uma parede
E escrevi nela uma sinfonia
A sinfonia ganhou então vida
E eu ganhei inspiração
Desatei numa corrida
E sem querer pintei a mão
De um amarelo clarinho
Assim meio esverdeado
Toquei então num passarinho
Que ficou todo esborratado
Agarrei numa borracha
Para então o apagar
Mas perguntei a ele, tu achas…
Que te conseguirei redesenhar?
Disse-me ele que sim
E fiquei confiante então
Pintei-lhe com cor de jasmim
E fiz os contornos a carvão
O passarinho contente ficou
E começou logo a cantar
Mas não tardou muito, voou
E eu então voltei a pintar
Pintei o sol de amarelo
Só amarelo e nada mais
Reparei que antes era mais belo
Fiz reset e voltei a traz
Experimentei laranja então
Numa espécie de degrade
Estava ali qualquer coisa em vão
Que não consegui perceber
Ficou como ficou
Não lhe mexi mais
Com a tinta que restou
Eu pintei os animais.
Só faltava pintar-me a mim
Já que o resto estava pronto
Misturei cores sem fim
Até fiquei um pouco tonto
Saltei para dentro do balde
E logo fiquei infeliz
Estava pintado de preto
Com tinta a escorrer do nariz

1\2 Piramide



Uma noite banal,

No entanto, original

Com algo tão espiritual

Criando uma forma de ritual

Nada de errado nem de anormal

Mirando apenas o conhecido habitual

Como se aqui nesta selva eu fosse um animal

Uma espécie te talismã divino e sempre especial

Mas parece que o que hoje em dia rende é ser normal

Na normalidade de um mundo moldado para refundir o real

Expondo apenas filantropias raras com um objectivo comercial

Para que todo o país acomodado aplauda um gesto tão fenomenal

Mas não são aplausos que fazem falta para esta penúria a nível mundial

Quando o rabo não se levanta nem para defender o que é pessoal, o nacional

O que interessa é a aparência, o que os outros pensam, o carro, e o fato formal

Neste país viciado, já ninguém pensa por si, só o que se vê por aí é lavagem cerebral

E não importa, porque ninguém vai fazer nada, pois tudo parece um desperdiço temporal

Para mim tudo isso não passa de fachada, acontece demasiado, não é excepcional em Portugal

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Soulja

quarta-feira, 15 de abril de 2009
Brotha

Fecha os olhos irmão
Pois não precisas deles neste mundo
Deste lado não há escuridão
Deste lado nunca atinges o fundo

É como respirar, é como dormir
É natural, naturalmente
É tentar fazer e conseguir
É nunca desistir, ser resistente

Poucos entendem um verso
Na sua real expressão
Mas não escrevo para o universo
Escrevo por uma razão

Quando te fartares de escrever
Escreve-me uma canção
Diz-me o porque de o fazer
Se contra a poesia tiveres inspiração.
Irmão

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Actual

Tanto tempo acumulo
Sem por palavras num papel virtual
Não escrevo nem uma frase
Nem o importante, nem o banal
O tempo nem sempre é desculpa
As vezes a mente também não dá
A vida que levo não tem culpa
Pois estar como eu quero ela está
Ou talvez não esteja totalmente
Há coisas que me fogem das mãos
O futuro que tanto desejo
Tudo que imagino está cheio de senãos
Tentar viver a minha filosofia
Na minha insana raridade
Entretanto o que é certo varia
Enquanto o projecto passa a realidade