domingo, 6 de setembro de 2009
levanto-me e ponho-me de pé
as vezes que estou em baixo
eu subo com a maré
as vezes que estou em cima
mantenho-me numa constante
as vezes que sonho alto
eu perco-me por um instante
as vezes que estou forte
mantenho uma barreira
ss vezes que estou fraco
escondo-me numa trincheira
as vezes que vou a luta
nao admito nunca perder
as vezes que perco a disputa
com classe procuro o fazer
as vezes que discuto
quero ter sempre razão
as vezes que escuto
tiro sempre alguma lição
as vezes que grito alto
é para o munto todo ouvir
as vezes que dou um salto
arrisco sempre cair
as vezes que penso demasiado
nunca chego a uma conclusao
as vezes que estou errado
passo a agir com precaução
as vezes que escrevo
faço-o com dedicação
as vezes que nao escrevo
nao o faço por alguma razão
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Down
dorido e estranho por dentro
sem saber o significado
deste entranho sentimento
ao tentar perceber
nota-se que foi de repente
nao consigo compreender
é algo que só se sente
mas talvez seja em vao
talvez interprete mal
o que me diz o coração
difere muito do racional
escondido entre palavras
no fundo transparecem medo
passeiam nas linhas vagas
revelando o meu segredo
transparente.. nao é?
para o que estaria escondido
mas por vezes ha que mostrar e até
perceber se será esquecido
ja faltam palavras
por vezes isso acontece
quando as ideias nao estao clraras
forma esta duvida que me aborrece
entristece..
terça-feira, 23 de junho de 2009
QMD
que tudo ficasse como está agora
quem me dera que nada mudasse
que nunca ninguém fosse embora
quem me dera que tudo o que vivi
ficasse guardado num grande arquivo
que pudesse sentir tudo o que senti
que revivesse tudo o que não revivo
quem me dera que fosse tudo bonito
viver ao meu belo e bom prazer
apanhar ondas que vêm do infinito
fazer tudo o que me apetece fazer
quem me dera que o tempo parasse...
quem me dera que o relógio não andasse...
quem me dera que nada mudasse...
quem me dera que o dia não acabasse...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Puto
e quem me dera nunca deixar de ser
pois é aprender a viver que me torna culto
e a sabedoria adquirida que me da poder
não me importo em ser um chavalo
pois a juventude é a coisa mais bela
não quero perder este intervalo
e pinto cada momento numa tela
pois o que vivemos sim tem louvor
mesmo que só vejamos isso um dia
cada tarde tem um especial valor
cada sorriso que demonstra alegria
vivo nas ondas da vida
que nunca, mas nunca estão direitas
aproveito cada subida e descida
nunca espero pela onda perfeita
arriscar é que cria emoção
perder faz parte do jogo
e as dores do coração
ignoro e começo de novo
com um sorriso de puto...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Tantas vezes que quis que a chuva não me molhasse..
Minhoquinha
Que vivia na terra salgada
Possuía uma estranha façanha
E uma toca que não tinha nada
No seu deserto escuro e vazio
Escavava sem nada encontrar
Entretanto num tempo tardio
Sua vida já estava a acabar
Surge um chato pequeno e arrogante
Que andava sempre a rondar
A seu nome, sapo saltitante
Que se achava um belo exemplar
Perguntou a pequena minhoca
O que ela ali tanto fazia
Porque nunca saía da toca
Escavava de noite e de dia
A minhoca hesitou por um instante
E por fim resolveu responder
Disse que trabalhava bastante
Para o equilíbrio da terra manter
O sapo na sua ignorância
Disse a sorrir com maldade:
Mas tu achas que tens importância?
Acreditas que isso seja verdade?
A minhoca sorridente e sincera
Abanou-se como quem diz que sim
E disse que também não estava a espera
Que reconhecessem o seu esforço sem fim
Pois no fundo o que ela fazia
Mantinha tudo a andar
E aquilo que os outros diziam
Nunca a iriam incomodar
Que quem dera as outras criaturas
Serem como a minhoca é
Sorrir quando lhe rebentam as costuras
Sobrepor criticas e manter-se "de pé"
Guardo a minhoquinha na mente
Com a sua personalidade completa
Tudo o que eu sinto ela sente
E certifica-se de que nada me afecta
sábado, 13 de junho de 2009
sabes que podes contar
acendo a luz do meu farol
quando tiveres perdido no mar
esteja eu onde estiver
precises de ajuda ou companhia
venho sempre a correr
seja noite ou seja dia
não me importo cm a distancia
o medo passo a desconhecer
porque dou mais importância
ao que te possa acontecer
porque sabes que é assim
essa irmandade única e sincera
sei que também es assim para mim
nunca me deixas a tua espera
sempre presentes, mesmo nao estando
reduzimos milhas a pensamentos
sempre que possível nos encontramos
para partilhar esses momentos
para poucos ja escrevi
porque poucos tem tal importância
mas pelo muito que contigo vivi
parece que partilhamos uma infância
terça-feira, 28 de abril de 2009
nas pontas de um mastro em ouro
eu atei uma bandeira dourada
para assinalar que ali estava um tesouro
que enriqueceria quem não tivesse nada
mas temendo pelos mais fracos
criei obstáculos nas trilhas
alçapões que dariam a buracos
pus ambição dentro de armadilhas
de modo a que os maus que la iam
o tesouro não pudessem encontrar
pois sabia o que eles fariam
se no tesouro voltassem a tocar
tesouro que já pertenceu a ignorância
mas que o descaso os levou a perder
na miséria só viam ganancia
na fartura reinava o poder
poder esse que sempre acaba um dia
e que do tesouro nos faz precisar
mas eu sei o que um deles faria
e no tesouro iriam pisar
portanto eu deixo ao critério
de cada um a personagem a escolher
mas há sempre um pequeno mistério
que a falsa face não irá resolver
a primeira aposta que se encontra
está ao alcance de qualquer alma
pois o vento nem sempre está contra
e a maré por vezes está calma
quando a maré sobe tudo vem ao de cima
tempestades entretanto se formam
e a sua fúria mostra um tenebroso clima
onde os contrários ditos se transformam
nesta historia pequena e metafórica
nem tudo é o que parece
se a lês com uma mente eufórica
não percebes no que nela acontece
sábado, 25 de abril de 2009
Leia-se Título
ser aquilo que ambiciono
terei de ser infeliz
para alcançar o que tenciono
opções de vida,
cada uma tem a sua
com a alma corrompida
na verdade nua e crua
alcançar cada degrau
como a sociedade assim o chama
ou ser apenas um marginal
e viver afundado num drama
muito critico, muito observo
as vezes intuitivo,
sem visão, mas nunca cego
com um pouco de iniciativa e construtivo
um pouco idealista demais
mas ideias não me faltam
e quando sou individualista é porque sou capaz
podem pensar que sou apenas mais um rapaz
mas aqui muito escondo de mim
julgo por tolos os que olham de cima
os que me analisam sem olharem para mim
idealizam e riem-se da ignorância própria
generalizam e gostam de ser assim
mas a cada um leis próprias se aplicam
que se rejam pelas que lhes convém
eu rejo-me pelas que me ficam
e visto as que me ficam bem
Booze
sábado, 18 de abril de 2009
Boooozee
Bebe para esquecer
Beber para festejar
Bebe apenas por querer
Bebe para animar
Bebe sem cautela
Bebe sem precaução
Bebe para além dos limites
Bebe até caíres ao chão
Bebe por um amor
Bebe por uma paixão
Bebe por algo de valor
Bebe aquando de uma desilusão
Bebe cerveja, bebe licor
Bebe whisky, bebe caipirinha
Bebe coisas com alto teor
Bebe chachaça e uma vodkazinha
Bebe muito, bebe pouco
Bebe só e acompanhado
Bebe até ficares rouco
Bebe a conduzir sem seres apanhado
Bebe a tomar banho
Bebe a comer
Bebe a dormir
Bebe a f**der
Bebe como se tudo acabasse
Bebe como se tudo fosse ao ar
Bebe como se nada restasse
Bebe até a bebida acabar
Bebe do teu, bebe do vizinho
Bebe a fumar charuto
Bebe do melhor vinho
Bebe golden com absinto
Bebe baileys com tirruana
Bebe leite condensado e tinto
Bebe pisang ambom de banana
Bebe pela vida
Bebe por ti
Bebe na avenida
Bebe por aí
Bebe
Bebe
Bebe
Mas não te mates!
BOOZE
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Resolvi colorir o mundo
Pintei de branco o espaço
Pintei de azul o céu imundo
Pintei as plantas de verde
Já que quase não as via
Pintei de roxo uma parede
E escrevi nela uma sinfonia
A sinfonia ganhou então vida
E eu ganhei inspiração
Desatei numa corrida
E sem querer pintei a mão
De um amarelo clarinho
Assim meio esverdeado
Toquei então num passarinho
Que ficou todo esborratado
Agarrei numa borracha
Para então o apagar
Mas perguntei a ele, tu achas…
Que te conseguirei redesenhar?
Disse-me ele que sim
E fiquei confiante então
Pintei-lhe com cor de jasmim
E fiz os contornos a carvão
O passarinho contente ficou
E começou logo a cantar
Mas não tardou muito, voou
E eu então voltei a pintar
Pintei o sol de amarelo
Só amarelo e nada mais
Reparei que antes era mais belo
Fiz reset e voltei a traz
Experimentei laranja então
Numa espécie de degrade
Estava ali qualquer coisa em vão
Que não consegui perceber
Ficou como ficou
Não lhe mexi mais
Com a tinta que restou
Eu pintei os animais.
Só faltava pintar-me a mim
Já que o resto estava pronto
Misturei cores sem fim
Até fiquei um pouco tonto
Saltei para dentro do balde
E logo fiquei infeliz
Estava pintado de preto
Com tinta a escorrer do nariz
1\2 Piramide
Vê
Uma noite banal,
No entanto, original
Com algo tão espiritual
Criando uma forma de ritual
Nada de errado nem de anormal
Mirando apenas o conhecido habitual
Como se aqui nesta selva eu fosse um animal
Uma espécie te talismã divino e sempre especial
Mas parece que o que hoje em dia rende é ser normal
Na normalidade de um mundo moldado para refundir o real
Expondo apenas filantropias raras com um objectivo comercial
Para que todo o país acomodado aplauda um gesto tão fenomenal
Mas não são aplausos que fazem falta para esta penúria a nível mundial
Quando o rabo não se levanta nem para defender o que é pessoal, o nacional
O que interessa é a aparência, o que os outros pensam, o carro, e o fato formal
Neste país viciado, já ninguém pensa por si, só o que se vê por aí é lavagem cerebral
E não importa, porque ninguém vai fazer nada, pois tudo parece um desperdiço temporal
Para mim tudo isso não passa de fachada, acontece demasiado, não é excepcional em Portugal
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Soulja
Fecha os olhos irmão
Pois não precisas deles neste mundo
Deste lado não há escuridão
Deste lado nunca atinges o fundo
É como respirar, é como dormir
É natural, naturalmente
É tentar fazer e conseguir
É nunca desistir, ser resistente
Poucos entendem um verso
Na sua real expressão
Mas não escrevo para o universo
Escrevo por uma razão
Quando te fartares de escrever
Escreve-me uma canção
Diz-me o porque de o fazer
Se contra a poesia tiveres inspiração.
Irmão
Back
Tanto tempo acumulo
Sem por palavras num papel virtual
Não escrevo nem uma frase
Nem o importante, nem o banal
O tempo nem sempre é desculpa
As vezes a mente também não dá
A vida que levo não tem culpa
Pois estar como eu quero ela está
Ou talvez não esteja totalmente
Há coisas que me fogem das mãos
O futuro que tanto desejo
Tudo que imagino está cheio de senãos
Tentar viver a minha filosofia
Na minha insana raridade
Entretanto o que é certo varia
Enquanto o projecto passa a realidade
quarta-feira, 25 de março de 2009
Real Irreal
Já alguma vez ouvistes uma fábula real?
Conheces alguém que viva num castelo?
Ou conheces uma pessoa normal,
Que tente fazer do seu mundo o mais belo?
Para mim castelos não existem
E um mundo perfeito não existirá jamais
Mas ainda vejo as ignorâncias que insistem
Em acreditar no imaginário: Tristes, Anormais
Abrir os olhos para ver a actualidade
Com as pálpebras fechadas só vês o vazio.
Com a visão enxergas a realidade
Com a escuridão enxergas o teu mundo frio.
Dramático demais. Talvez o seja
Mas tão verdadeiro como o que escrevo
Se o mundo mudar, talvez eu veja
Mas para já esta (Im)possível mudança não prevejo.
New York Night

terça-feira, 24 de março de 2009
Iguais, Sim.
Não se apercebem que a vida é curta
Não tarda vão morrer.
Por morte entende-se rotina.
Por morte entende-se o tédio.
Vão se tornar velhos um dia.
E bem que irão gostar que os respeitem.
Então porque não respeitam?
Porque não aprendem com quem sabe mais?
Porque não ouvem algo de valor?
A primeira impressão do mundo.
Pode não ser a mais real.
Eu felizmente vivi noutro mundo.
Num mundo que não saberiam viver.
Sem consolas.. telemóveis ou computadores.
Os jogos faziam-se na rua.
Com 30 miudos a serem crianças.
Gostava de reaver o meu mundo um dia.
Mas é com uma lágrima que finalizo este desabafo.
Sabendo que não o irei ter nunca mais.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Madrugadas Poéticas
Consigo sentir o que escrevo
Consigo escrever o que sinto
Se nao sentir, no que escrevo minto
E sem a verdade escrever nao me atrevo
Para escrever, tenho de ver palavras
Para as ver, olho para dentro de mim
Só materializo quando me sinto assim
Na metamorfose de composições pesadas
Tornam-se leves conforme o meu eu
Que nem sempre está em melhor forma
O momento é que em poeta me torna
E atravéz da caneta alcanço o apogeu
Escrevo enquanto sinto que o preciso fazer
Mas nunca sem inspiração
Pois escrever palavras e rimas em vão
É como plantar frutos que irão apodrecer
Booze
Sensos e Sensações
Novas sensações
Que de novas trazem receio
Num aglomerado de emoções
Ilusões, Desilusões pelo meio
Viver o nunca vivido
Procuro a cada dia saciar
A sede de conhecer o desconhecido
A essa vontade não posso renunciar
O desejo fala mais alto
Descontrolado num vicio insaciável
Como um texto esculpido em basalto
Que nem uma chama consegue esborratar, Inapagável.
Booze
Amizade?
Pascal , Blaise
Infelizmente, caro Blaise
Modernos Amigos
Ensina-me a ter Amigos
Ensina-me a ser desprezível
Ensina-me a não correr riscos
Ensina-me a ser previsível
Não é assim que sou
Não é assim que eu me fiz
Não é assim que ser vou
Não é assim, nunca o quiz
Mas o mundo todo mudou
Mas a amizade deixou de ceder
Mas da amizade pouco restou
Mas do que restou, pouco consigo perceber
Será que ser amigo é perder?
Será que ja nao temos irmãos?
Será que ja ninguém se consegue entender?
Será que já ninguém se abraça? Só apertam as maõs!
Booze
quarta-feira, 18 de março de 2009
Liberty
Sonho Acordado ao som quem flui
Com a melodia que me inspira
Projecto de calma e paz na alma.. que ninguem conclúi
Impossível, como um ser que não respira
Mas tão possível, tão cheio de vida
Na confusão dos meus pensamentos
Prefiro escrever do coração, do que vem de dentro
E o que tenho são sonhos
Se dormir eles desaparecem
Fogem de mim.. parece que enlouquecem
Nunca mais os vejo se nao se tornarem reais
Mas para a realidade, os meus sonhos sao demais
Voo alto, mas sem sair do chão
Gosto de estar seguro, de saber que ninguem me tem na mão
Se tivesse asas corria, fugia
Saltava e fazia magia
Percorria os sete mares
Sem sequer olhar para traz
Escondia-me...
Será que era capaz?
Desafia-me!
Booze
Novo Começo
Por ter começado a algum tempo a escrever poemas, ia apagar este blog, mas como continuo com alguns dos principios que tinha quando o comecei a escrever.. achei por bem manter tudo aqui.. no cantinho que talvez agora comece a ser definitivamente meu.
